06 • abril • 2016 Lari Pensata

Crônica: Em um relacionamento sério comigo mesma

Como já contei pra vocês, eu sou mestre/doutora/pós graduada em relacionamentos amorosos – apesar da relativa pouca idade. E por isso, sempre achei que soubesse tudo, nada poderia me surpreender, afinal eu era preparada para qualquer tipo de situação. Era. Mais uma vez a vida me pregou uma surpresa: pela primeira vez estou em um relacionamento sério comigo mesma.

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Eu sempre fui aquele tipo de pessoa que tinha a paixão como gasolina pra viver. Acho que todo mundo conhece esse tipo. Aquela amiga que vive tendo o “ele é o amor da minha vida” ou “não me vejo sem ele”e no mínimo você já conheceu uns 3 “amores da vida” , ou quando o “amor da vida” passa antes mesmo de conhecer.

Então, eu assumo, eu fazia parte desse grupo. Já me vi pulando muro – literalmente – pra dizer eu te amo, pegando avião pra outro continente pra matar as saudades (sem saber se a outra pessoa queria me ver, que fique claro o nível de maluquice), e atravessando a ponte Rio-Niterói de madrugada pra fazer as pazes (vou me conter apenas nesses 3 exemplos pra manter minha credibilidade por aqui).

Bom, tudo isso é pra contar que pela primeira vez na vida não estou apaixonada. E que custei para aceitar isso.

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O tempo inteiro nossa sociedade, nossa cultura, nos diz que pessoas felizes estão sempre acompanhadas, já repararam? Filmes, novelas, séries… O tempo todo somos bombardeados que vida sem paixão, amor, não é completa. E eu acredito, de verdade, que sem percebermos acabamos colocando na cabeça que é estranho não estarmos apaixonadas – independente que seja paixão platônica, correspondida, ou não. E o que acontece? Acabamos estando sempre em busca dessa “nova paixão”.

Voltando o texto pro meu caso… De repente, sem explicações, eu me vi com uma vontade louca de ficar sozinha. Curtir minha companhia mesmo. Não precisar avisar ninguém de nada, programar nada, poder fazer o que bem der na telha e na hora que der na telha. Ter meus pensamentos e sentimentos focados 100% em mim mesma, sem precisar dividir com “será que ele vai estar na festa? Será que vai curtir esse look?”. Pra vocês verem, outro dia fiquei super feliz em marcar unha em pleno sábado a noite. Não que eu não pudesse estando com alguém, mas marquei sem precisar explicar pra alguém o porquê.

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Eu fiquei preocupada. Será que virei um cubo de gelo? Fechada pra relacionamentos? Será que sou tão egoísta que não consigo me relacionar? A resposta é: não, não e não. Não sou obrigada a querer conhecer aquele amigo gatinho que querem me apresentar. Não sou obrigada a ter que caçar um amor. Ninguém precisa estar apaixonada pra ser feliz, ou estar com alguém pra ser feliz. Acho que depois de tantos tecidos emendados, a coberta rasgou de vez, e eu preciso desse momento sem pensar em ninguém.

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Egoísta ou não, eu só posso dar um conselho a vocês que tirei disso tudo: não tem nada mais prazeroso do que dar atenção e focar todas as suas energias pra si própria. É clichê, eu sei, mas precisamos desse relacionamento sério com nós mesmas (mas digo sério mesmo, nada de um casinho passageiro), pra quem sabe depois, sem pressa, de fato nos apaixonarmos de verdade.

  • Manu 06/04/2016 às 10:37

    Lari, me identifiquei muuuito com o seu texto. Eu era exatamente assim como você descreveu, aloka da paixão. rs. Não conseguia ficar sozinha, tanto que nunca curti muito essa coisa de ficar, meu negócio era apaixonar de vez. rs. Depois fiquei bastante tempo sozinha e posso te garantir por experiência própria o quanto isso é bom. Não só pra você poder marcar a unha na hora que quiser, mas para poder se descobrir, descobrir o que você faz porque Você ama e não porque está acompanhando o outro.
    O único ponto que eu discordaria é que eu acho que a vida pra ser feliz precisa sim de amor e paixão, mas esses sentimentos não necessariamente precisam ser voltados a um parceiro, mas aos amigos, aos projetos e a nós mesmas. Acho que Sob o Sol da Toscana fala um pouco disso. rs.

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    • Lari 06/04/2016 às 11:51

      Manu,
      concordo 100% com você.
      Será que vale uma adaptada no texto? rs.
      O que eu quis dizer é que a vida não precisa de uma paixão (homem/mulher/casal) para ser completa.
      Mas, acredito no amor sim. Amor a familía, amigos, a própria vida.
      Beijos,

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  • Bidu 06/04/2016 às 14:47

    Adorei o texto! Não me identifico mas acho muito válido que você esteja conseguindo ter esse olhar para o mundo e para você. 🙂

    Responder

    • Lari 06/04/2016 às 14:53

      Obrigada pelo apoio, Bidu : )

      Responder

  • Carol Couto 06/04/2016 às 16:57

    Oi Lari, vc tá certa viu, nada melhor q tirar um tempo de verdade pra gente como vc falou não só um caso mas uma historia de amor profunda, pq antes de amar o outro temos q nos amar primeiro. Amo suas cronicas. Bju

    Responder

    • Lari 06/04/2016 às 17:22

      Sem dúvidas, Carol, primeiro precisamos amar nossa cia, depois quem sabe alguém, né?
      Obrigada pelo feedback, fico feliz que adore as crônicas : )
      Beijos

      Responder

  • Isis 06/04/2016 às 18:48

    Se você é capaz de ser feliz quando está sozinho, você aprendeu o segredo de ser feliz.
    (Osho)

    Responder

  • Luisa Lins 07/04/2016 às 14:09

    Não estou acreditando no que eu acabei de ler. Sério mesmo que você colocou em prática um conselho meu???

    Beijos

    Responder

    • Lari 07/04/2016 às 14:13

      Hahahahahahaha passando mal de rir.
      Sigo em busca! Com direito a recaídas de vez em quando de 5 minutos.
      Beijos saudades sempre

      Responder

  • Itaíse 07/04/2016 às 15:53

    Adorei o texto Lari… Sempre fui tida como a “doida que faz tudo sozinha”, mas eu não estava nem aí… Fiz inúmeras viagens solitárias, fui pra outro continente sem ter um roteiro na cabeça, começava cursos do que me dava na telha, decidia viajar pra outro país no dia seguinte e realmente descobri como eu sou uma ótima companhia. Só depois de saber que sou muito apaixonante, estive pronta pra encontrar o amor… Hoje estou super feliz apaixonada, mas se não estivesse amando, estaria super feliz TBM ?. Não encontrei alguém que me completasse, completei a mim mesma e depois encontrei quem me transbordasse…
    Bjs querida… Sucesso!

    Responder

    • Lari 10/04/2016 às 17:29

      Que comentário inspirador!!!! Sério mesmo.
      Concordo 100% com você, por mais difícil que seja na prática, acredito piamente nisso.
      Devemos achar alguém que nos acrescente, e não complete, sabe? 😉
      Beijo grande

      Responder

  • Flavia 08/04/2016 às 18:21

    Lari, super me identifiquei!! Sempre fui como voce se descreveu no texto. Quando decidi ficar num momento igual voce esta agora, apareceu um homem maravilhoso quando eu menos queria e esperava. Em menos de um ano noivamos e um ano depois casamos. Hoje estou com 5 meses de casada, mto feliz e digo que depois de tantas paixoes, eu encontrei o meu verdadeiro amor!!

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    • Lari 10/04/2016 às 17:27

      Flavia querida, eu fico feliz por você! Desejo muito amor pra união <3 Beijos

      Responder

  • Laura Hue 11/04/2016 às 11:40

    Somos duas, Lari!!
    Relacionamento sério consigo mesmo é uma delícia!
    E é o melhor momento pra tirar e colocar a cabeça no lugar em questão de minutos hahaha
    Aproveita!

    Beijos

    Responder

    • Lari 11/04/2016 às 12:05

      Estou aproveitando, Laura hahaha. Beijos

      Responder

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