20 • janeiro • 2017 Lari Pensata

Crônica: Orgulho do passado

Vergonha do passado. Eu nunca pensei que fosse sentir isso. Mas há 1 ano atrás, quando meu oitavo namoro terminou (que apesar de relâmpago, foi namoro), eu me vi triste, me vi sofrendo como nunca antes. Sofrendo não pelo término, mas sofrendo por ter terminado o oi-ta-vo namoro. Vocês entendem a diferença? Na verdade, o término foi um alívio até, mas mesmo me sentindo aliviada, eu me senti mal da mesma maneira.

Eu comecei a me preocupar com o que as pessoas iriam pensar. Será que vão achar que o problema é comigo? Será que vou criar fama de mala sem alça? Vou ser aquela tia solteirona descoladex que teve vários namorados? Esse número vai espantar futuros pretendentes?

As perguntas eram infinitas. E eu, além de me sentir extremamente mal por no fundo me importar com as opiniões alheias, ainda estava me sentindo fracassada. Sim, nada mais era do que dor de fracasso. Mais uma vez “eu tinha falhado”. Afinal, “onde eu estava com a cabeça quando comecei a namorar? Era pra ter sido um ficante e só.”. Só que eu sempre fui impulsiva, sonhadora…e estava lá: prazer, Larissa, 26 anos e um CV recheado de exs.

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Aí eu parei pra pensar, há quanto tempo eu não ficava 100% sozinha? Nada de rolos, ficantes, casinhos, flertes… E foi assim que eu tomei a melhor decisão de todas. Eu decidi fazer algo que nunca tinha feito antes. Eu ia entrar no relacionamento mais desafiador de todos: comigo mesma. Ia me entregar de corpo, alma e coração para mim mesma.

O começo, como todos os outros namoros, não foi nada fácil. Tudo era novidade! Eu não sabia lidar com essa liberdade toda. Afinal, onde eu ia levar meu “eu” no sábado a noite? Como eu e “eu” iríamos aproveitar o feriado? Será que eu ia cansar de “eu”? Será que “eu” me bastava?

A gente teve nossas brigas que resultaram em recaídas (aquela mensagem pro ex-ex-ex, quem nunca?), mas, como todos os outros namoros, com o tempo fomos pegando o nosso jeitinho, encontrando a nossa fórmula de dar certo. Até que eu me vi apaixonada pela minha própria cia.

Foi nessa fase, 100% comigo mesma, que eu me descobri de verdade. Quem é a Larissa, qual é a sua essência, quais são suas qualidades, defeitos, o que gosta, não gosta, o que aceita, o que não aceita, e principalmente, o que a faz feliz.

E de repente, o impossível aconteceu. Depois de anos sempre emendando uma pessoa atrás da outra, porque eu tinha medo de deixar um buraco aberto… Eu não vi mais esse buraco. Eu estava tão, mas tããão em paz nesse namoro comigo que sair dele não era uma necessidade, não existia mais espaço para uma terceira pessoa.

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Por coincidência, foi a fase que mais recebi elogios de como estava com um brilho especial, foi a fase que o trabalho mais rendeu, foi uma fase ótima… Coincidência? Claro, que não! Por mais que tentem dizer que não, o nosso brilho, nossa beleza, vem de dentro. É só você estar em paz com si própria que o mundo inteiro nota. Vale o teste!

Além disso, quando eu me conheci de verdade, eu vi que sou muito grata pelo meu passado. É por causa dele que sou a pessoa que sou hoje, foi graças aos meus erros e acertos que moldei minha forma de encarar a vida.

E foi apenas quando aprendi a me aceitar, a amar a minha cia, que pude ver que eu não precisava encontrar ninguém. Não preciso que ninguém me complete, não existe buraco/lacuna. Afinal, a gente já nasce completos, somos laranjas bem completinhas, viu?

O que pode acontecer ou não, é que no meio da nossa caminhada a gente esbarre em alguém que acrescente, que soma energia… Aquele alguém que transforma a gente na melhor versão de nós mesmos. Não é que a gente precisa desse alguém, mas é aquele alguém que veio colocar mais tons em um mundo já colorido. E o “a mais”, esse sim, vai ser sempre muito bem vindo.

PS: eu dedico essa crônica ao grupo #PapoSobreAutoEstima organizado pelo blog Futilidades. Um local onde mulheres incríveis discutem assuntos sobre auto-estima e tudo que envolve o universo feminino <3

06 • abril • 2016 Lari Pensata

Crônica: Em um relacionamento sério comigo mesma

Como já contei pra vocês, eu sou mestre/doutora/pós graduada em relacionamentos amorosos – apesar da relativa pouca idade. E por isso, sempre achei que soubesse tudo, nada poderia me surpreender, afinal eu era preparada para qualquer tipo de situação. Era. Mais uma vez a vida me pregou uma surpresa: pela primeira vez estou em um relacionamento sério comigo mesma.

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Eu sempre fui aquele tipo de pessoa que tinha a paixão como gasolina pra viver. Acho que todo mundo conhece esse tipo. Aquela amiga que vive tendo o “ele é o amor da minha vida” ou “não me vejo sem ele”e no mínimo você já conheceu uns 3 “amores da vida” , ou quando o “amor da vida” passa antes mesmo de conhecer.

Então, eu assumo, eu fazia parte desse grupo. Já me vi pulando muro – literalmente – pra dizer eu te amo, pegando avião pra outro continente pra matar as saudades (sem saber se a outra pessoa queria me ver, que fique claro o nível de maluquice), e atravessando a ponte Rio-Niterói de madrugada pra fazer as pazes (vou me conter apenas nesses 3 exemplos pra manter minha credibilidade por aqui).

Bom, tudo isso é pra contar que pela primeira vez na vida não estou apaixonada. E que custei para aceitar isso.

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O tempo inteiro nossa sociedade, nossa cultura, nos diz que pessoas felizes estão sempre acompanhadas, já repararam? Filmes, novelas, séries… O tempo todo somos bombardeados que vida sem paixão, amor, não é completa. E eu acredito, de verdade, que sem percebermos acabamos colocando na cabeça que é estranho não estarmos apaixonadas – independente que seja paixão platônica, correspondida, ou não. E o que acontece? Acabamos estando sempre em busca dessa “nova paixão”.

Voltando o texto pro meu caso… De repente, sem explicações, eu me vi com uma vontade louca de ficar sozinha. Curtir minha companhia mesmo. Não precisar avisar ninguém de nada, programar nada, poder fazer o que bem der na telha e na hora que der na telha. Ter meus pensamentos e sentimentos focados 100% em mim mesma, sem precisar dividir com “será que ele vai estar na festa? Será que vai curtir esse look?”. Pra vocês verem, outro dia fiquei super feliz em marcar unha em pleno sábado a noite. Não que eu não pudesse estando com alguém, mas marquei sem precisar explicar pra alguém o porquê.

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Eu fiquei preocupada. Será que virei um cubo de gelo? Fechada pra relacionamentos? Será que sou tão egoísta que não consigo me relacionar? A resposta é: não, não e não. Não sou obrigada a querer conhecer aquele amigo gatinho que querem me apresentar. Não sou obrigada a ter que caçar um amor. Ninguém precisa estar apaixonada pra ser feliz, ou estar com alguém pra ser feliz. Acho que depois de tantos tecidos emendados, a coberta rasgou de vez, e eu preciso desse momento sem pensar em ninguém.

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Egoísta ou não, eu só posso dar um conselho a vocês que tirei disso tudo: não tem nada mais prazeroso do que dar atenção e focar todas as suas energias pra si própria. É clichê, eu sei, mas precisamos desse relacionamento sério com nós mesmas (mas digo sério mesmo, nada de um casinho passageiro), pra quem sabe depois, sem pressa, de fato nos apaixonarmos de verdade.

08 • janeiro • 2016 Lari Pensata

O que aprendi com os meus relacionamentos

Crônica Lari Duarte blog comportamento

Olá, meu nome é Larissa Duarte, mas todos me chamam de Lari (pode me chamar assim também se quiser), e tenho 26 anos. Pode parecer pouca idade, mas não se iluda! Minha vida amorosa poderia virar a próxima comédia romântica no cinema – com um pouco menos de romance e mais comédia mesmo.

Ao longo desses 26 anos foram 7 namoros oficiais, 3 não oficiais (se durou 1 mês não considero namoro, regra pessoal), 3 casos seríssimos, mais muitas algumas ficadas. Um curriculum e tanto, não? Devido a esse CV extenso, me considero expert do assunto e acho que eu posso dar alguns bons conselhos sobre relacionamentos.

Conselho 01: todo relacionamento deu certo.

Chega um certo momento que parece que todos os casais ao seu redor resolveram viver “felizes para sempre”. E sejamos sinceras, as vezes irrita, né? É normal ter aquela sensação que há anos você vêm nadando e acaba sempre se afogando perto da areia.

Mas, nada disso. Não é porque você não está mais com a pessoa X até hoje que o relacionamento não deu certo. Deu certo pelo tempo que tinha que dar. 2 meses (já que 1 não conta pra mim…), 1 ano, ou 10 anos, não importa o calendário, o relacionamento funcionou por algum tempo determinado – e isso é lucro!

Conselho 02: você sempre tira alguma lição.

Além de ter dado certo, outra coisa que não importa o tempo junto é: você sempre tira uma lição nos relacionamentos. Aprende a valorizar algo que nunca tinha reparado, aprende de fato o que você não aceita, reconhece defeitos pessoais, vê em qual ponto tem que melhorar… As possibilidades de aprendizados são infinitas, mas uma coisa é certeira: pelo menos uma única lição você leva a cada envolvimento.

Conselho 03: você só é o que é hoje em dia por causa de todas essas vivencias, agradeça aos exs!

Isso mesmo, você só tem essa personalidade que tanto se orgulha por causa das suas experiências pessoais. É por isso que nós seres humanos somos tão diferentes, né? Afinal temos vivencias únicas. Pois então, cada relacionamento é uma experiência que contribuiu a moldar de alguma forma seus valores e caráter pessoal. Sabe aquele ex que te trocou pela amiga falsiane? Até ele você tem que agradecer porque você deve ter aprendido – e muito – com esse caso nada legal.

Conselho 04: o melhor e mais importante relacionamento do mundo é com você mesma.

Nunca, jamais, em hipótese alguma se esqueça disso. Podem passar 1038202 de pessoas em sua vida, mas o relacionamento mais valiosos que temos é com nós mesmas.

Aprender a nos amar, nos valorizar, aceitar defeitos, nos conhecermos de fato e gostarmos do resultado final, o que somos, é item fundamental para vir a se relacionar com qualquer outra pessoa. Só alguém bem resolvida com si própria está preparada para se aventurar nesse mundão de aprendizados diferentes por aí.

Conclusão disso tudo? Se jogue! Se apaixonar é uma das melhores coisas da vida – e uma das poucas de graça. Se apaixone mil vezes (o/) ou uma única vez, mas não desista do amor. Colocando todas as experiências na balança, ela sempre pesa pro lado positivo.

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