11 • Janeiro • 2017 Lari Moda

Como se vestir no super frio?

Mesmo os termômetros marcando sensação térmica de 50graus e como diria Bola de Fogoo calor tá de matar“, eu sei que nessa época do ano muitas pessoas aproveitam as férias para viajar e curtir o inverno nos EUA e Europa.

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Assim, todo mês de janeiro eu gosto de fazer um (re)post atualizado com dicas de como se vestir em temperaturas baixas.

Por sinal, eu já mostrei duas vezes tim tim por tim tim minhas malas de viagem para lugares frios. Uma era para Paris (para reler clique aqui), e a outra para New York que estava com sensação térmica de 20 graus negativos (para reler clique aqui). Acho que visualizar na prática a mala ajuda bastante também.

Mas, voltando a forma de se vestir, nós vivemos em um país que não tem neve e boa parte dele nem sabe o que é frio (16 graus não conta, ok? Hahaha), é mais do que natural surgirem dúvidas na hora de se vestir para temperaturas negativas.

Assim, para ajudar vocês leitoras que estão de passagem marcada também, seguem as minhas dicas para se vestir quentinha no inverno, mas sem perder o estiloConfiram:

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Se vestir por camadas

O grande truque para montar um look quentinho and estiloso é vestir-se em camadas. Afinal, não se pode esquecer que mesmo estando 10 graus negativos do lado de fora, nos ambientes internos existem aquecedores e será necessário retirar algum(s) casaco(s).

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Aposte em roupas térmicas

Seguindo a lógica das camadas, a primeira coisa que você vai vestir é uma roupa térmica. Bem justinha e que cubra o corpo inteiro. Nesse post aqui eu falei onde comprar e minhas marcas favoritas.

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Sueter de lã ou cashmere

Em cima da camisa térmica você vai colocar outra camada de roupa. Essa vai aparecer quando você entrar em um ambiente interno. Assim, eu sugiro sueter de lã ou um casaco de cashmere.

Além de bonita, é fundamental que essa peça seja de um material que aqueça bem, pois caso não seja, você vai ter que colocar mais uma camada de roupa. Por isso sugiro lã e cashmere. E ai entra a questão do $$$ novamente rs, encare o cashmere como investimentos para a vida toda, um pretinho ou azul-marinho é atemporal.

Obs: sou fã dos cashmeres do Eric Bompard, falei sobre a marca nesse post aqui.

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Calça skinny ou outra meia

Para colocar em cima da calça térmica é fundamental levar na mala uma calça skinny preta. Neutra, combina com tudo. Mas, para quem quer variar e usar uma saia, vestido, ou short de alfaiataria (fica um charme), minha dica é usar uma meia de fio normal em cima da térmica para dar um acabamento bonito.

Ficou confuso? deixa eu explicar melhor… Normalmente a meia-calça térmica é de lã e rapidamente dá bolinhas, não fica um aspecto bonito. Assim, para dar aquele plus, coloque uma meia fina (qualquer número) só para dar uma uniformizada. Truque que eu aprendi observando as parisienses.

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Sobretudo

O nome já diz tudo. É aquele casacão de tecido grosso, com a parte interna forrada, que você coloca em cima de toda a produção. Ele que vai te proteger do frio siberiano, tornando possível andar na rua sem se sentir um picolé.

Para quem vai fazer uma curta viagem eu sugiro comprar um modelo na cor preta. Pois, suja menos (como é aquela peça para “bater perna” o branco fica logo encardido), e é um tom atemporal. Caso você viaje anualmente, aí sim eu sugiro ter também um azul-marinho, marrom, e para as mais coloridas branco e vermelho.

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Meia térmica

Não tem explicação. Com frio no pé eu não consigo nem pensar, muito menos desbravar uma cidade nova. Então, é fundamental comprar vários pares de meias térmicas também.

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Botas

Eu sei que muitas pessoas preferem tênis, mas como eu disse no item anterior, tenho pavor de sentir frio nos pés. Assim, minha dica é comprar uma bota que seja forrada na parte interna, com sola de borracha para não deslizar, e que seja de zíper ou cadarço para fechar tranquilamente todas as camadas de roupas. Em caso de destinos extremamente frios sugiro a marca UGG, inclusive já falei sobre nesse post aqui. Foi o que me salvou na nevasca em NY.

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Para dar uma bossa a mais…

Como tudo na moda, em cima desse “guia-básico” que montei é possível brincar muito. Por isso, eu resolvi listar alguns itens que eu também uso bastante nas baixas temperaturas e que servem para mostrar a sua personalidade. É só váriar nos tecidos, cores, modelos, e no final montar uma produção que seja a sua cara.

São eles: pashimina, chapéus, boinas, gorros etc, jaqueta em cima do casaco de lã, vestidos/saias no lugar de casaco e calça, óculos-escuros, protetor de orelhas, luvas…

Agora para finalizar… divirta-se e boa viagem na friaca! : )

03 • novembro • 2016 Lari Viagem

Quais vinícolas visitar em Bordeaux?

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Vamos voltar a falar da minha última viagem? Como eu disse no post sobre Saint-Émilion (pra ler clique aqui), se tem uma bebida que me representa é o vinho. Eu sempre disse que gostava “dos de Bordeaux”, o que eu não sabia é que falar isso é o mesmo que “vou viajar pro Brasil”. Muito amplo, sabe?

Praticamente, os vinhos de Bordeaux são divididos entre os produzidos na margem direita, e os na margem esquerda (enólogos não me matem com meu resumão geográfico, ok? hahaha). E isso interfere bastante no resultado final. 

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Como já comentei, primeiro eu fiquei hospedada em Saint-Émilion (que fica na margem direita), e depois na cidade de Bordeaux que é bem central. Ou seja, se você quer ficar sediado em um hotel com localização estratégica para visitar vinícolas de toda região, Bordeuax é a melhor opção. Maaas, eu achei St.Émilion mil vezes mais charmoso, viu?

Bom, esse momento aula de Geografia  é porque hoje eu vou falar sobre as vinícolas que visitei durante a viagem.

Afinal, o que é visitar uma vinícola? Normalmente a visita dura em média 1 hora. Durante esse tempo um enólogo do château apresenta tooodo o processo de produção (desde a escolha da uva até o vinho virar garrafa), e no final traz seus principais vinhos para degustação. Eles servem 1 taça de cada, mas achei em geral todos muito “generosos”, quando meu namorado pedia um bis enchiam a taça sem nem titubear hahaha.

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Esporte da viagem: levantamento de taça

Não sei como é em outras regiões, mas em Bordeaux é necessário agendar as visitas com antecedência, e a maioria não cobra nada por isso. Outra coisa legal, é que normalmente os tours são privados ou de grupos bem pequenos, o que te dá a sensação de estar visitando a casa de um amigo que produz vinho. Não que eu tenha amigo dono de vinícola hahaha (quem sabe um dia?), mas foi o que me passou.

Bom, mas vamos as vinícolas? Acho que a melhor forma de explicar, para quem planeja fazer essa viagem, é organizar pelas margens. Atenção wine lovers de plantão, são elas:

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  • Château Montrose: localizado na cidade de Saint-Estèphe, o primeiro que visitei. Ou seja, de cara eu conheci uma vinícola que investe bastante em tecnologia, e é uma das mais elegantes – se é que podemos classificar assim rs. Linda demais (todas as vinícolas são lindas, então vou classificar em apenas linda ou muito linda rs) e ótimos vinhos. Inclusive um deles tem nota 100 de Robert Parker.
  • Château Pontet-Canet: localizado na cidade de Pauillac, ele também utiliza bastante de tecnologia em sua produção. Diferencial: fermentação dividida entre barrica e concreto, com elementos que simulam o solo da região. Chic!

Obs: a enóloga-guia falava português.

  • Château Giscours: localizado em Margaux, é uma vinícola menos moderna, mas não menos interessante. Eu achei a visita super divertida, a guia era palhacitcha rs, e os vinhos deliciosos.
  • Château Latour-Martilac: localizado em Martilac, muito pertinho da cidade de Bordeaux, é um château mais simples, mas uma visita muito agradável também. A guia foi muito simpática e gentil. Lá é possível comprar vinhos excelentes com preços ótimos. Ah! E um salve para os vinhos brancos, os melhores.

Obs: têm 3 tipos de visitas. A que escolhemos foi 7por pessoa.

  • Château Smith Haut-Lafitte: esse château é imperdível! Localizado também em Martilac, é nele que fica o Les Sources de Caudalié, hotel & spa da famosa marca de beleza. O hotel tem um restaurante delicioso, onde eu tive um dos almoços mais agradáveis da viagem com vista para os vinhedos. Depois, eu visitei a vinícola e foi ótimo também. Ou seja, recomendo super esse passeio-dobradinha.

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  • Château Pavie: localizado em St. Émilion, foi um dos châteaux mais bonitos e imponentes que visitei. Seus vinhos de alta qualidade refletem na decoração, arquitetura, paisagismo… Dá pra ver que tudo foi planejado nos mínimos detalhes, sabe? Uma visita imperdível e inesquecível.

Obs: tem custo (acho que 20 euros, se não me engano, por pessoa), e a enóloga-guia era brasileira.

  • Château Troplong Mondot: localizado também em St. Émilion, é uma vinícola que têm hotel e restaurante (com 1 estrela Michelin). Uma pena que não consegui almoçar lá, pois a vista é deslumbrante e as mesas ficam numa varanda super charmosa ao ar livre. Vale se programar para ir ao restô e fazer a visita no mesmo dia.

Obs: tem custo (acho que 10 euros, se não me engano, por pessoa).

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  • Château Suduiraut: infelizmente por falta de tempo só consegui visitar esse château de vinho de sobremesa. Mas, valeu super a ida! O lugar é lindo, e os vinhos deliciosos.

 

Como vocês perceberam, eu gostei muito das visitas que fiz. Eu realmente indico todas as vinícolas, podem agendar sem preocupação. Cada uma com sua história e peculiaridade me cativou. Para quem está planejando a viagem, eu recomendo visitar até 3 por dia no máááximo. É a quantidade ideal para aproveitar com calma cada château. E claro, tomar muito vinho. Santé!

04 • outubro • 2016 Lari Viagem

Tudo sobre Saint-Émilion

Foi dada a largada aos posts gigantes de viagem! Se preparem, porque 1 mês rodando na França = muitas coisas pra compartilhar por aqui rs.

Bom, a ideia dessa mini-temporada francesa surgiu porque eu era madrinha de casamento de uma grande amiga em Paris. Já que eu ia ter que fazer esse “esforço” (#SQN haha) de ir pra Parrí, por que não aproveitar a ocasião pra conhecer lugares novos? (culpa daquele danado do bichinho do wanderlust que me picou…)

Assim, como eu e meu namorado somos fãs de vinho, a gente decidiu ir para Bordeaux. Eu sempre tive uma queda pelos vinhos da região, mas não tinha ideia que era tão grande e complexa. Sem dúvidas, eu recomendo no mínimo 1 semana para quem quer fazer essa viagem também.

Na primeira parte da viagem decidimos nos hospedar em Saint-Émilion. Eu me encantei tanto pela cidade que decidi começar a falar de lá primeiro.

Tudo-sobre-Saint-Émilion-informações-infos-roteiro-de-viagem-dicas-guia-de-viagem-cidade-histórica-Bordeaux

Localizada há 40 kms em média do centro de Bordeaux (1hora de carro em uma ótima estrada), Saint-Émilion é uma charmosa cidadezinha que fica na margem direita da região. Além de ser parada obrigatória pra quem quer fazer uma wine-trip (são mais de 900 vinícolas por lá, incluindo 15 premiers grands crus), ela tem uma enorme riqueza cultural e muita história, não a toa é patrimônio mundial da Unesco.

Assim, eu sugiro separar um dia inteiro do roteiro para visitar com calma a cidade, andar e se perder entre suas ruelas de pedras no estilo medieval, e visitar monumentos e vestígios desde a época romana – sim, há relatos que os romanos já plantavam uvas no local.

Eu listei o que, na minha opinião, quem for à cidade não pode deixar de conferir/fazer. Vejam só:

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  • Visitar a igreja monolítica: ela é totalmente esculpida em uma só rocha. A visita só é possível ser feita com um guia. Minha dica é entrar em contato com o departamento de turismo da cidade e se informar dos horários das visitas guiadas. (www.saint-emilion-tourisme.com)
  • Subir a “Tour du Château du Roi”: apesar dos vários degraus e das escadinhas apertadas, a vista é espetacular. Vale todo o esforço e rende muitas fotos lindas.
  • Visitar a Maison du Vin: além de ser um bom local para comprar vinho, existem opções de aulas e degustações. Vale se informar no local.
  • Passeio de tuk tuk: a gente acabou não fazendo por falta de planejamento, mas eu queria muuuito hahaha. Sabe aqueles carrinhos indianos? Os próprios na versão française! Uma forma super original de fazer city tour. O passeio dura 50 minutos.
  • Visitar as galerias subterrâneas: são mais de 200kms de galerias que abrigam diversas adegas e muita história. Mais uma visita que é obrigatória a presença de um guia. Só se informar no departamento de turismo que existem vários horários de visitas em inglês e francês.
  • Ver o Palais Cardinal: as ruínas da fachada mostram a beleza do palácio construído no séc XII #VéioPraXuxu. É possível reparar elementos romanos na construção, e sua parede faz parte da muralha que cerca a cidade.
  • Provar o verdadeiro Macaron: diferente dos macarons da Ladurée que estamos acostumados, esses parecem mais biscoitos e são típicos da cidade. Uma delícia! Ótimo souvenir pra levar de presente.
  • Sentar na praça principal e tomar uma taça de vinho: como escapar desse delicioso clichê? hehehe.

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Sobre onde se hospedar, eu fiquei no Château Grand Barrail, que está há 2kms do centro de Saint-Émilion. Além da localização maravilhosa e o serviço impecável, eu amei a experiência de me hospedar em um château. Parecia cena de filme, sabe? Achei super romântico <3

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E pra fechar o post com chave de ouro, não poderia deixar de falar sobre gastronomia. Afinal, o que não falta em St. Émilion são excelentes restaurantes.

Inclusive foi na cidade que eu tive um dos melhores jantares da temporada, no restaurante (de 1 estrela Michelin) do Hotel Hostellerie de Plaisance – um dos mais tradicionais e sofisticados da cidade. A gente optou pelo menu degustação e foi espetacular. Releituras criativas, mas acima de tudo deliciosas. Vale a ida! Outra opção é o restaurante La Terre. Charmoso, bem típico, sugiro um almoço ou jantar romântico nas mesas da varanda.

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Meu companheiro de viagem <3

Bom pessoal, esse é o meu guia de viagem de Saint Émilion. No próximo post vou falar sobre as vinícolas que visitei enquanto fiquei hospedada na cidade. Aos wine lovers de plantão, eu espero que as dicas sejam bastante úteis. Afinal, essa é uma viagem que todo amante de vinho deve fazer 1x na vida.