03 • novembro • 2016 Lari Viagem

Quais vinícolas visitar em Bordeaux?

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Vamos voltar a falar da minha última viagem? Como eu disse no post sobre Saint-Émilion (pra ler clique aqui), se tem uma bebida que me representa é o vinho. Eu sempre disse que gostava “dos de Bordeaux”, o que eu não sabia é que falar isso é o mesmo que “vou viajar pro Brasil”. Muito amplo, sabe?

Praticamente, os vinhos de Bordeaux são divididos entre os produzidos na margem direita, e os na margem esquerda (enólogos não me matem com meu resumão geográfico, ok? hahaha). E isso interfere bastante no resultado final. 

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Como já comentei, primeiro eu fiquei hospedada em Saint-Émilion (que fica na margem direita), e depois na cidade de Bordeaux que é bem central. Ou seja, se você quer ficar sediado em um hotel com localização estratégica para visitar vinícolas de toda região, Bordeuax é a melhor opção. Maaas, eu achei St.Émilion mil vezes mais charmoso, viu?

Bom, esse momento aula de Geografia  é porque hoje eu vou falar sobre as vinícolas que visitei durante a viagem.

Afinal, o que é visitar uma vinícola? Normalmente a visita dura em média 1 hora. Durante esse tempo um enólogo do château apresenta tooodo o processo de produção (desde a escolha da uva até o vinho virar garrafa), e no final traz seus principais vinhos para degustação. Eles servem 1 taça de cada, mas achei em geral todos muito “generosos”, quando meu namorado pedia um bis enchiam a taça sem nem titubear hahaha.

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Esporte da viagem: levantamento de taça

Não sei como é em outras regiões, mas em Bordeaux é necessário agendar as visitas com antecedência, e a maioria não cobra nada por isso. Outra coisa legal, é que normalmente os tours são privados ou de grupos bem pequenos, o que te dá a sensação de estar visitando a casa de um amigo que produz vinho. Não que eu tenha amigo dono de vinícola hahaha (quem sabe um dia?), mas foi o que me passou.

Bom, mas vamos as vinícolas? Acho que a melhor forma de explicar, para quem planeja fazer essa viagem, é organizar pelas margens. Atenção wine lovers de plantão, são elas:

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  • Château Montrose: localizado na cidade de Saint-Estèphe, o primeiro que visitei. Ou seja, de cara eu conheci uma vinícola que investe bastante em tecnologia, e é uma das mais elegantes – se é que podemos classificar assim rs. Linda demais (todas as vinícolas são lindas, então vou classificar em apenas linda ou muito linda rs) e ótimos vinhos. Inclusive um deles tem nota 100 de Robert Parker.
  • Château Pontet-Canet: localizado na cidade de Pauillac, ele também utiliza bastante de tecnologia em sua produção. Diferencial: fermentação dividida entre barrica e concreto, com elementos que simulam o solo da região. Chic!

Obs: a enóloga-guia falava português.

  • Château Giscours: localizado em Margaux, é uma vinícola menos moderna, mas não menos interessante. Eu achei a visita super divertida, a guia era palhacitcha rs, e os vinhos deliciosos.
  • Château Latour-Martilac: localizado em Martilac, muito pertinho da cidade de Bordeaux, é um château mais simples, mas uma visita muito agradável também. A guia foi muito simpática e gentil. Lá é possível comprar vinhos excelentes com preços ótimos. Ah! E um salve para os vinhos brancos, os melhores.

Obs: têm 3 tipos de visitas. A que escolhemos foi 7por pessoa.

  • Château Smith Haut-Lafitte: esse château é imperdível! Localizado também em Martilac, é nele que fica o Les Sources de Caudalié, hotel & spa da famosa marca de beleza. O hotel tem um restaurante delicioso, onde eu tive um dos almoços mais agradáveis da viagem com vista para os vinhedos. Depois, eu visitei a vinícola e foi ótimo também. Ou seja, recomendo super esse passeio-dobradinha.

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  • Château Pavie: localizado em St. Émilion, foi um dos châteaux mais bonitos e imponentes que visitei. Seus vinhos de alta qualidade refletem na decoração, arquitetura, paisagismo… Dá pra ver que tudo foi planejado nos mínimos detalhes, sabe? Uma visita imperdível e inesquecível.

Obs: tem custo (acho que 20 euros, se não me engano, por pessoa), e a enóloga-guia era brasileira.

  • Château Troplong Mondot: localizado também em St. Émilion, é uma vinícola que têm hotel e restaurante (com 1 estrela Michelin). Uma pena que não consegui almoçar lá, pois a vista é deslumbrante e as mesas ficam numa varanda super charmosa ao ar livre. Vale se programar para ir ao restô e fazer a visita no mesmo dia.

Obs: tem custo (acho que 10 euros, se não me engano, por pessoa).

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  • Château Suduiraut: infelizmente por falta de tempo só consegui visitar esse château de vinho de sobremesa. Mas, valeu super a ida! O lugar é lindo, e os vinhos deliciosos.

 

Como vocês perceberam, eu gostei muito das visitas que fiz. Eu realmente indico todas as vinícolas, podem agendar sem preocupação. Cada uma com sua história e peculiaridade me cativou. Para quem está planejando a viagem, eu recomendo visitar até 3 por dia no máááximo. É a quantidade ideal para aproveitar com calma cada château. E claro, tomar muito vinho. Santé!

07 • outubro • 2016 Lari Viagem

O que fazer quando perder o passaporte?

Hoje eu vou falar sobre um assunto looonge de ser legal como patches, mas extremamente importante. Afinal, o papel do blog é compartilhar dicas e infos, mesmo que nem sempre sejam de notícias boas. O que fazer quando você perde seu passaporte no exterior? Ou o que fazer quando seu passaporte é furtado? Esse foi meu caso, senta que lá vem textão.

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Quem me acompanha nas redes sociais viu que eu comentei brevemente o furto no InstaStories. Sou o tipo de pessoa que  o-dei-a  compartilhar desgraça, então falei rápidinho só pra alertar mesmo. Não ia ficar dando mais corda para um acontecimento chato, né? Mas, aqui vou resumir melhor o que aconteceu.

Eu e meu namorado viajamos de Paris para Marseille, e alugamos um carro no aeroporto da cidade. De lá, com as malas no carro, a gente decidiu parar para almoçar e passear um pouco na em uma cidade próxima.

Quando retornamos, apenas 2 horas depois, nosso carro tinha sido arrombado e as malas furtadas. A gente ficou só com a roupa do corpo e a minha bolsa. Para muitos isso seria o fim da viagem, mas, graças a Deus meu namorado vê a vida “com o copo metade cheio” que nem eu: estávamos bem, com saúde, não sofremos nenhum “trauma de assalto”, estávamos com nossas carteiras, com nosso amor (<3), por que ficarmos chateados? Não nos deixamos abalar e foi a melhor decisão que tomamos.

Bom, o objetivo desse post vai além de alertar vocês sobre furtos no Europa. Porque, infelizmente, eu descobri que isso é muuuito mais comum do que a gente pensa – nunca deixe seus pertences sozinhos #DicasDeSegurançaDaLari rs.

Mas, informar sobre o que fazer quando se perde o passaporte. Porque os nossos estavam nas malas e a gente não tinha ideeeia do que fazer, e não achamos muitas informações em blogs de viagem. Então, vamos lá!

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Como no Brasil, a primeira atitude é ir em uma delegacia e fazer um boletim de ocorrência. Por mais que demore algumas horinhas (no nosso caso o processo todo levou 2 horas), o documento é seu comprovante do que aconteceu, muito importante.

Boletim em mãos, você tem que entrar em contato com o consulado do Brasil no país que você estiver. No meu caso, a França, o consulado fica em Paris e já estava fechado no horário que eu tentei ligar.

Assim, eu entrei no site do consulado brasileiro na França, e lá avisava que qualquer situação/assunto que não fosse emergência (tipo morte, assassinato etc #CruzCredo rs), só era possível a comunicação por email.

Até aí ok, enviamos o email explicando nossa situação e perguntamos: quanto tempo demoraria para o novo passaporte ou autorização de vôo ficasse pronto? E como iríamos de Marseille até Paris?

1 dia depois recebemos a resposta. Era necessário preencher um formulário, foto 3X4, pagar uma taxa de urgência nos correios de 120 euros, cópia da identidade, cópia do passaporte (caso tivesse), e comprovante da passagem de volta. E você deveria apresentar tudo isso pessoalmente no consulado em Paris, ou, no caso de estar em outra cidade, enviar esses documentos pelos correios. A partir daí o caso seria analisado individualmente pelo cônsul, e ele determinaria ou não a emissão de um novo passaporte.

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Como a gente ficou com medo dos correios extraviarem, ou acontecer qualquer coisa (traumas dos correios brasileiros…rs), e não podíamos esperar mais dias, optamos em irmos pessoalmente ao consulado em Paris.

Mas, como a gente conseguiu isso se estávamos no sul da França? Simples! Compramos passagens de trem, pois esse tipo de transporte não pede documento algum.

No consulado foi tudo muito organizado. A gente esperou as pessoas com outros serviços agendados serem atendidas, e no final fomos atendidos. O cônsul analisou e entendeu o nosso caso, e em poucos dias o novo passaporte foi emitido.

Ao contrário do que eu imaginei, solucionar a questão do passaporte não foi tão complicado. De qualquer forma deu um super trabalhitcho, pois nisso tudo perdemos horas de viagem. Assim, fica a maior lição de todo esse incidente: passaporte é no cofre do hotel ou com você, nunca deixe em mala ou “largado”. Eu espero que essa situação sirva de alerta para os viajantes de plantão. 

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Site da embaixada do Brasil na França: www.paris.itamaraty.gov.br/fr

Página direto do consulado: http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/servico-consular

04 • outubro • 2016 Lari Viagem

Tudo sobre Saint-Émilion

Foi dada a largada aos posts gigantes de viagem! Se preparem, porque 1 mês rodando na França = muitas coisas pra compartilhar por aqui rs.

Bom, a ideia dessa mini-temporada francesa surgiu porque eu era madrinha de casamento de uma grande amiga em Paris. Já que eu ia ter que fazer esse “esforço” (#SQN haha) de ir pra Parrí, por que não aproveitar a ocasião pra conhecer lugares novos? (culpa daquele danado do bichinho do wanderlust que me picou…)

Assim, como eu e meu namorado somos fãs de vinho, a gente decidiu ir para Bordeaux. Eu sempre tive uma queda pelos vinhos da região, mas não tinha ideia que era tão grande e complexa. Sem dúvidas, eu recomendo no mínimo 1 semana para quem quer fazer essa viagem também.

Na primeira parte da viagem decidimos nos hospedar em Saint-Émilion. Eu me encantei tanto pela cidade que decidi começar a falar de lá primeiro.

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Localizada há 40 kms em média do centro de Bordeaux (1hora de carro em uma ótima estrada), Saint-Émilion é uma charmosa cidadezinha que fica na margem direita da região. Além de ser parada obrigatória pra quem quer fazer uma wine-trip (são mais de 900 vinícolas por lá, incluindo 15 premiers grands crus), ela tem uma enorme riqueza cultural e muita história, não a toa é patrimônio mundial da Unesco.

Assim, eu sugiro separar um dia inteiro do roteiro para visitar com calma a cidade, andar e se perder entre suas ruelas de pedras no estilo medieval, e visitar monumentos e vestígios desde a época romana – sim, há relatos que os romanos já plantavam uvas no local.

Eu listei o que, na minha opinião, quem for à cidade não pode deixar de conferir/fazer. Vejam só:

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  • Visitar a igreja monolítica: ela é totalmente esculpida em uma só rocha. A visita só é possível ser feita com um guia. Minha dica é entrar em contato com o departamento de turismo da cidade e se informar dos horários das visitas guiadas. (www.saint-emilion-tourisme.com)
  • Subir a “Tour du Château du Roi”: apesar dos vários degraus e das escadinhas apertadas, a vista é espetacular. Vale todo o esforço e rende muitas fotos lindas.
  • Visitar a Maison du Vin: além de ser um bom local para comprar vinho, existem opções de aulas e degustações. Vale se informar no local.
  • Passeio de tuk tuk: a gente acabou não fazendo por falta de planejamento, mas eu queria muuuito hahaha. Sabe aqueles carrinhos indianos? Os próprios na versão française! Uma forma super original de fazer city tour. O passeio dura 50 minutos.
  • Visitar as galerias subterrâneas: são mais de 200kms de galerias que abrigam diversas adegas e muita história. Mais uma visita que é obrigatória a presença de um guia. Só se informar no departamento de turismo que existem vários horários de visitas em inglês e francês.
  • Ver o Palais Cardinal: as ruínas da fachada mostram a beleza do palácio construído no séc XII #VéioPraXuxu. É possível reparar elementos romanos na construção, e sua parede faz parte da muralha que cerca a cidade.
  • Provar o verdadeiro Macaron: diferente dos macarons da Ladurée que estamos acostumados, esses parecem mais biscoitos e são típicos da cidade. Uma delícia! Ótimo souvenir pra levar de presente.
  • Sentar na praça principal e tomar uma taça de vinho: como escapar desse delicioso clichê? hehehe.

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Sobre onde se hospedar, eu fiquei no Château Grand Barrail, que está há 2kms do centro de Saint-Émilion. Além da localização maravilhosa e o serviço impecável, eu amei a experiência de me hospedar em um château. Parecia cena de filme, sabe? Achei super romântico <3

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E pra fechar o post com chave de ouro, não poderia deixar de falar sobre gastronomia. Afinal, o que não falta em St. Émilion são excelentes restaurantes.

Inclusive foi na cidade que eu tive um dos melhores jantares da temporada, no restaurante (de 1 estrela Michelin) do Hotel Hostellerie de Plaisance – um dos mais tradicionais e sofisticados da cidade. A gente optou pelo menu degustação e foi espetacular. Releituras criativas, mas acima de tudo deliciosas. Vale a ida! Outra opção é o restaurante La Terre. Charmoso, bem típico, sugiro um almoço ou jantar romântico nas mesas da varanda.

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Meu companheiro de viagem <3

Bom pessoal, esse é o meu guia de viagem de Saint Émilion. No próximo post vou falar sobre as vinícolas que visitei enquanto fiquei hospedada na cidade. Aos wine lovers de plantão, eu espero que as dicas sejam bastante úteis. Afinal, essa é uma viagem que todo amante de vinho deve fazer 1x na vida.