24 • Janeiro • 2017 Lari Beleza

Como cuidar da pele (e o que evitar) no Verão

Vou começar esse post me apropriando na cara de pau de um verso de Caetano Veloso, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é…” no VERÃO. Afinal, só a gente sabe as consequências que a estação mais esperada do ano nos causa, né? Hahaha.

Brincadeiras a parte, todos nós sabemos como os cuidados com a pele devem ser redobrados nessa época Assim, eu convidei minha dermato/amiga/musa Dra. Vanessa Metz para listar quais são os aliados e inimigos da nossa pele no Verão:

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APOSTE

  • Filtro solar – Não dá para negar, o filtro solar é o principal produto da estação.  Seja para fazer uma caminhada, dar um mergulho na praia ou realizar atividade rotineiras, os raios UVA e UVB nos atingem diariamente e, no verão, com ainda mais intensidade. “O filtro solar deve ser aplicado todos os dias e em todas as áreas expostas do corpo, como rosto, braços, mãos, colo, orelha, nuca e dorso dos pés. Em caso de exposição direta ao sol, deve ser reaplicado a cada duas horas. Quem tem pele clara deve usar, diariamente, filtros com FPS 30 (no mínimo) e, para exposição mais intensa, de 50 (no mínimo). Peles mais morenas podem usar FPS menores, mas devem – sim -usar filtro solar”, afirma Dra. Vanessa.
  • Fotoprotetores orais – Ideias para redobrar a proteção, os fotoprotetores orais aumentam a resistência da pele. “É importante ressaltar que eles não substituem o filtro, somente atuam como coadjuvantes. Funcionam como uma complementação para pessoas que possuem uma resistência menor à radiação”, orienta a dermatologista.
  • Hidratação – A exposição ao sol, vento, água salgada e cloro de piscina colaboram para aumentar o ressecamento da pele. Portanto, é fundamental repor a hidratação da pele. “Ativos como lactato de amônia, ureia, vitaminas E, B5, extratos de camomila e calêndula retêm água e impedem a desidratação da cútis. No rosto, capriche em uma boa dose de antioxidantes para neutralizar os radicais livres”, recomenda. Outra forma de hidratação indispensável é a água. “Beba de dois a três litros por dia. Dessa forma, a pele que foi exposta ao sol mantém a hidratação e a probabilidade de ressecar e descascar diminui”, conta.
  • Produtos capilares – Os mesmos fatores que provocam o ressecamento da pele também ressecam e fragilizam os fios de cabelo. “Ao sair do mar ou da piscina, tome uma ducha de água doce para retirar o sal ou o cloro. Também é fundamental cuidar da proteção dos fios, já que os raios ultravioletas queimam também a queratina dos cabelos. Invista em filtros solares capilares e leave-ins com proteção UV”, ressalta Vanessa. Quem quiser também pode apostar em uma borrifada de água termal. “O produto é ótimo para hidratar sem deixar os fios pesados e ainda diminui o frizz”.

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EVITE

  • Aplicar o filtro de forma errada – Muitas pessoas economizam no filtro ou não usam o produto da maneira adequada. Independente do valor do FPS, se você usar o filtro solar na quantidade inadequada, você vai ter uma proteção muito menor. “A fotoproteção é calculada pela quantidade que você aplica. Por isso, é preciso passar o produto no corpo todo e sem medo de abusar”, explica a especialista.  Outro erro comum é aplicar o protetor somente ao chegar à praia ou piscina. “O produto deve ser aplicado alguns minutos antes da exposição”, diz. Existe uma regrinha para facilitar a quantidade de filtro solar a ser aplicada – a regra da colher de chá (que possui, aproximadamente, 2mg/cm²):
    – Uma colher de chá para rosto e pescoço
    – Uma colher de chá para cada braço
    – Duas colheres de chá para cada perna
    – Duas colheres de chá para tronco e dorso
  • Alguns tratamentos estéticos – Alguns peelings e tratamentos mais profundos requerem que a paciente evite a exposição solar, já que o rosto fica mais sensível e vulnerável. “Para evitar comprometer a saúde da pele, o recomendado é dar um break em procedimentos mais agressivos”, conclui Vanessa.
www.vanessametz.com.br

Rua Visconde de Pirajá, 351 sala 620 – (21) 2521-0772/ 2513-3068

 

PS: Amei muito os Dos & Dont’s da Dra. Vanessa para o verão! E vocês, o que acharam?

23 • Janeiro • 2017 Lari Sem categoria

Guia de viagem: cidade de Bordeaux

Vamos continuar a falar da minha viagem à Bordeaux? Depois do post sobre St. Émilion e sobre as vinícolas que visitei, hoje eu vou falar sobre a cidade de Bordeaux, capital da região.

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Como já comentei, na segunda parte da viagem eu fiquei hospedada em Bordeaux mesmo, capital. Apesar de não ter o mesmo charme de ficar em um chateau (como eu fiquei em Émilion), é de longe mais estratégico. A cidade é central pra visitar toda a região de Bordeaux, nada fica muito longe, sabe?

Eu me hospedei no Hotel Mercure Bordeaux Cité Mondiale Centre Ville, e recomendo. O custo X benefício é excelente. O hotel é muito bem localizado e moderno. Sem contar que tem uma vista linda pro rio Girone no espaço de café da manhã. Mas, atenção! Existem vááários hotéis da rede na cidade, eu e meu namorado erramos TRÊS vezes antes de achar ele hahaha, então coloca o nome todo certinho no GPS, ok?

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Mas, afinal, o que fazer na cidade? Segundo a revista Wine Spectator, o prefeito atual resolveu investir pra valer no turismo. Isto é, quer que Bordeaux seja tão visitada quanto Paris. Meta alta? Não, imagiiiina haha. Para isso, ele está “modernizando”, e o que eu notei foi uma cidade cosmopolita com transporte público ótimo (usei tipo um metro a céu aberto).

Mesmo assim, eu acho que 1 dia é mais do que suficiente pra cidade. Sugiro visitar a Place de La bourse, que é o cartão postal, e passear na beira do Rio que é tipo um calçadão. Mas, o passeio  im-per-dí-vel  mesmo é a La Cité Du Vin.

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A  Cité Du Vin é tipo a Disney para os Wine Lovers. Inaugurada no ano passado, o espaço tem um museu super interativo e dinâmico focado em vinho, claro, onde conta a história desde sua criação até os dias de hoje – e sua presença no mundo atualmente. Tudo de uma forma muito criativa e interessante, você nem sente a hora passar. O formato de decanter da construção tem tudo a ver com a proposta moderna do local.

Além disso, têm loja com acessórios e livros no tema, e restaurantes. Como diz a própria Cité “é uma viagem de descoberta profunda a cultura do vinho“, acho que foi a melhor definição sobre o local, e por isso eu recomendo a visita até para quem não bebe vinho.

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No quesito gastronomia – ou gulosísse – foi em Bordeaux um dos melhores jantares da viagem, no restaurante La Tupina. O que eu mais gostei é que o restô tem um clima super informal, descontraído, lembra um açougue, sabe? A garçonete portuguesa quando percebeu que éramos brasileiros começou a tratar a gente o dobro melhor hahaha Muito querida! A especialidade é cozinha do sudoeste francês, com muitos frios, linguiças, e carnes, regados a um bom vinho de Bordeaux, claro.

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Bom, como eu disse, eu AMEI minha viagem toda em Bordeaux. É o roteiro que todo mundo que ama vinho deve fazer 1x na vida. Eu espero retornar um dia (de preferência em breve haha) pra visitar ainda mais vinícolas.

20 • Janeiro • 2017 Lari Pensata

Crônica: Orgulho do passado

Vergonha do passado. Eu nunca pensei que fosse sentir isso. Mas há 1 ano atrás, quando meu oitavo namoro terminou (que apesar de relâmpago, foi namoro), eu me vi triste, me vi sofrendo como nunca antes. Sofrendo não pelo término, mas sofrendo por ter terminado o oi-ta-vo namoro. Vocês entendem a diferença? Na verdade, o término foi um alívio até, mas mesmo me sentindo aliviada, eu me senti mal da mesma maneira.

Eu comecei a me preocupar com o que as pessoas iriam pensar. Será que vão achar que o problema é comigo? Será que vou criar fama de mala sem alça? Vou ser aquela tia solteirona descoladex que teve vários namorados? Esse número vai espantar futuros pretendentes?

As perguntas eram infinitas. E eu, além de me sentir extremamente mal por no fundo me importar com as opiniões alheias, ainda estava me sentindo fracassada. Sim, nada mais era do que dor de fracasso. Mais uma vez “eu tinha falhado”. Afinal, “onde eu estava com a cabeça quando comecei a namorar? Era pra ter sido um ficante e só.”. Só que eu sempre fui impulsiva, sonhadora…e estava lá: prazer, Larissa, 26 anos e um CV recheado de exs.

Crônica-casal-Blog-Lari-Duarte-orgulho-do-passado

Aí eu parei pra pensar, há quanto tempo eu não ficava 100% sozinha? Nada de rolos, ficantes, casinhos, flertes… E foi assim que eu tomei a melhor decisão de todas. Eu decidi fazer algo que nunca tinha feito antes. Eu ia entrar no relacionamento mais desafiador de todos: comigo mesma. Ia me entregar de corpo, alma e coração para mim mesma.

O começo, como todos os outros namoros, não foi nada fácil. Tudo era novidade! Eu não sabia lidar com essa liberdade toda. Afinal, onde eu ia levar meu “eu” no sábado a noite? Como eu e “eu” iríamos aproveitar o feriado? Será que eu ia cansar de “eu”? Será que “eu” me bastava?

A gente teve nossas brigas que resultaram em recaídas (aquela mensagem pro ex-ex-ex, quem nunca?), mas, como todos os outros namoros, com o tempo fomos pegando o nosso jeitinho, encontrando a nossa fórmula de dar certo. Até que eu me vi apaixonada pela minha própria cia.

Foi nessa fase, 100% comigo mesma, que eu me descobri de verdade. Quem é a Larissa, qual é a sua essência, quais são suas qualidades, defeitos, o que gosta, não gosta, o que aceita, o que não aceita, e principalmente, o que a faz feliz.

E de repente, o impossível aconteceu. Depois de anos sempre emendando uma pessoa atrás da outra, porque eu tinha medo de deixar um buraco aberto… Eu não vi mais esse buraco. Eu estava tão, mas tããão em paz nesse namoro comigo que sair dele não era uma necessidade, não existia mais espaço para uma terceira pessoa.

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Por coincidência, foi a fase que mais recebi elogios de como estava com um brilho especial, foi a fase que o trabalho mais rendeu, foi uma fase ótima… Coincidência? Claro, que não! Por mais que tentem dizer que não, o nosso brilho, nossa beleza, vem de dentro. É só você estar em paz com si própria que o mundo inteiro nota. Vale o teste!

Além disso, quando eu me conheci de verdade, eu vi que sou muito grata pelo meu passado. É por causa dele que sou a pessoa que sou hoje, foi graças aos meus erros e acertos que moldei minha forma de encarar a vida.

E foi apenas quando aprendi a me aceitar, a amar a minha cia, que pude ver que eu não precisava encontrar ninguém. Não preciso que ninguém me complete, não existe buraco/lacuna. Afinal, a gente já nasce completos, somos laranjas bem completinhas, viu?

O que pode acontecer ou não, é que no meio da nossa caminhada a gente esbarre em alguém que acrescente, que soma energia… Aquele alguém que transforma a gente na melhor versão de nós mesmos. Não é que a gente precisa desse alguém, mas é aquele alguém que veio colocar mais tons em um mundo já colorido. E o “a mais”, esse sim, vai ser sempre muito bem vindo.

PS: eu dedico essa crônica ao grupo #PapoSobreAutoEstima organizado pelo blog Futilidades. Um local onde mulheres incríveis discutem assuntos sobre auto-estima e tudo que envolve o universo feminino <3